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[Relato de parto] Ingrid de Paula - Nascimento da Larissa - Parto Natural Hospitalar


"Dedico o relato deste parto à todas as amigas e mães solteiras que assim como, eu também são mães guerreiras! E a todas as mães não solteiras porém igualmente guerreiras, verdadeiras "empoderadas" que assim como eu optaram por suas crias. Para todos os maravilhosos profissionais humanizados, muito obrigada por existirem e por devolverem o parto a quem é de direito: as mães! E especialmente, para a minha filha Larissa, luz da minha vida... À vocês, todo o meu amor e milhares de abraços e beijos ocitocinados cheirando a leite!

DEUS ESTAVA LÁ O TEMPO TODO

Bem,vamos lá...

Para quem não me conhece ainda, sou a Ingrid de Paula, 29 anos mãe da Larissa que hoje completa 10 dias alegrando a minha vida e a de todos que estão à sua volta. Moro com a minha família na zona norte do RJ e engravidei "acidentalmente" (coloco entre aspas porque acredito que não existem "acidentes" como este, pois sempre há um proósito para tudo na vida), após um rápido affair que tive com uma certa criatura que tanto para preservar sua privacidade como pelo fato de eu simplesmente achar que não vale a pena evocar nomes de coisas que não prestam, chamarei de Mr.progenitor (como diz minha queridíssima amiga Andréa Machado,pois pai e progenitor são coisas bem distintas). A histórinha do início é igual a uma outra qualquer, dessas que se vê todos os dias por aí. Trocando em miúdos: A mocinha era apaixonada pelo namorado, o namorado termina com a mocinha, a mocinha fica deprimida e chora sem parar, resolve viajar para a casa de parentes para tentar esquecer o mocinho em novos ares, conhece o "vilão" Mr.progenitor, se ilude, se envolve, vai pra festinha... e o resto acho que vocês já imaginam no que deu. Mr progenitor e desequilibrado mentalmente faz de tudo pra azucrinar, mocinha que não é tão mocinha e na verdade tem um gênio bem do cão manda Mr.Progenitor chupar pregos até virarem parafusos (na verdade ela não mandou bemm ele chupar pregos mas como mocinha tem uma alma muito linda e uma boca muito suja, o que ela disse de fato eu não posso publicar aqui!), e assume as rédeas da situação e passa a cuidar de absolutamente tudo, sozinha. E feliz! Neste quadro, se consuma a história de um parto que tinha tudo para dar errado mas deu tudo absolutamente certo no final.

O fato é que quando me descobri grávida de 8 semanas e decidi sozinha tomar todas as rédeas da situação eu sabia muito de balada e quase nada de maternidade. Mas desde criança, uma coisa eu já sabia: Queria parto normal. Não sabia exatamente porquê. Só sabia que queria. E quando eu quero uma coisa, é praticamente impossível me fazer tirar da cabeça. Dei início então ao meu pré-natal com a "ObsTRETA" que já me acompanhava a alguns anos e fiz questão de deixar bem claro desde a primeira consulta que queria parto normal. Esta, durante 37 semanas demonstrou achar tudo ótimo e respeitar minha decisão. mal sabia eu que tinha caído na mão de mais uma ObsTRETA cesarista. Não imaginava que existia um "mercado" cruel e desrespeitoso por trás desta cirurgia abdominal que sim, salva muitas vidas mas em 90% dos casos é absolutamente desnecessária chamada cesariana. Também nem sonhava com o termo "violência obstétrica" (ingênua eu? imagina...). Junto com o início de todo pré-natal veio também o início de uma fase deliciosa de pesquisas que iam desde cores de enxoval, passando pelos nomes e terminando em...PARTOS! Sim,partos! Afinal de que ia adiantar comprar enxoval na GAP e carrinho dos EUA último modelo se o momento em si fosse frio e traumático? E no meio de tanta pesquisa e informação me encantei com o parto humanizado. Por todos os benefícios físicos e psicológicos que ele traz à mãe e bebê. Minha filha merecia (e merece) tudo de melhor! Eu queria muito o meu parto! E obviamente a cada consulta deixava isso bem claro à Dona ObsTRETA. Ela só dava sorrisos e balançava a cabeça concordando com tudo. Era só flores... mal sabia eu que minhas flores iriam virar plantas carnívoras e sedentas para lascerar meu abdomem... ou meu períneo, afinal esse povo tem um bisturi nervoso e tem que te cortar em algum lugar, em cima ou embaixo. Vai um cortezinho aí?! rs...

Li também sobre as doulas... paixão à primeira vista número 2!!! Eu queria tanto! Mas e aí, como achar uma? Ninguém conhecia para me indicar... achei que este meu desejo fosse ficar nos meus sonhos... Mas como Deus sempre dá um jeitinho de nos ajudar, certa vez conversando com uma mãe e amiga minha (que diga-se de passagem fez fotos lindas da minha gestação!), esta me adiciona a um grupo virtual demães cariocas... e para minha enorme sorte e surpresa, foi desta forma que Deus colocou na minha vida a minha QUERIDOULA, Aline Amorim! Eu já estava entrando na trigésima oitava semana... Conversamos muito e eis que segundo orientações que ela me deu... meu sonho cor-de-rosa começou a ruir e passei a ver que por trás da vovozinha vestida de Donadoutorazinhavoufazeroquevocêquiser, encontrava-se mais um lobo em pele de cordeiro, a terrível ObsTRETA cesarista! Os fatos então, ironicamente foram comprovando o meu pesadelo que havia iniciado... Estava no inferno de Dante onde a qualquer momento "O cão" ia sacar um bisturi faminto pra lascerar minha pobre barriguinha (que com 38 semanas era uma pança do tamanho de uma bola de basquete! juro!). Só o fato de imaginar qual seria a desculpa da vez pra me cortar (sim, eles são ótimos em inventar circulares de cordão, apresentações pélvicas, pressões altas, muito mecônio e outros bichos mais) eu já "virava no jiraya". Cheguei até a pensar em loucuras como me trancar no quarto e parir sozinha ou fugir pro mato (Não surtem! foi só um lapso momentâneo é claro que eu não faria isso! rs...). Tentei desesperadamente achar outro obstetra e àquela altura do campeonato achar um obstetra humanizado que aceitasse meu plano ia ser um trabalho hercúleo! Eis que entro na trigésima nona e meu desespero vai ficando proporcional ao meu tempo gestacional... Já estava quase me dando por vencida, confesso.A final a minha familia me apoiava mas não tinham verdadeira consciência do que estava acontecendo e até o último minuto juravam que Dona ObsTRETA de fato faria o que é melhor para mim... ingênuos? imagina! Sem contar que havia todo o fator agravante e complicador: $$$. Afinal, se eu pago plano, porquê fazer particular?


Dia 19-03-2012 acordei sentindo que havia expelido um líquido estranho... meio visgoso, sem cheiro... apesar de ter acordado me sentindo ótima e sem dores, confesso que bateu um desespero pois primeira coisa que se passou pela minha cabeça foi : "Danou-se tudo! minha bolsa rompeu!" (Substituam danou-se por um termo impronunciável para o horário). Liguei para Dona ObsTRETA... ela mandou que eu fosse imediamente para a maternidade de malas e cuias (detalhe que o consultório dela ficava a dez minutos da minha casa). Senti o cheiro decesárea eletivona no ar... FIQUEI FURIOSA, VIRADA NO CATIÇO! No meio do meu desespero, liguei para a Aline. Ela calmamente me explicou que eu poderia estar com ruptura alta de bolsa ou tampão mucoso. Pediu que eu me acalmasse e marcamos nosso encontro naquele mesmo dia. Nos conhecemos, confirmamos o início da perda do meu tampão mucoso. Foi tudo ótimo. Ela me acalmou e me orientou com uma paciência digna de Jó. Rs...

No dia 20-03-2012 acordei sentindo uma estranha e incômoda cólica intestinal. Pensei na minha cabeça "Super normal, me enchi de chocolate ontem pra acalmar os nervos, por causa daquela situação toda com Dona ObsTRETA filha do capiroto"... Segui normalmente com a vida apesar do incômodo. Fui na rua com a minha avó, fiz compras, andei praticamente a tarde inteira. Cheguei de volta à minha casa por volta das 18hs e a cólica estava um pouco mais incômoda... comecei a desconfiar... Relaxei e resolvi cochilar até as 21hs, quando acordei realmente com a certeza de que as contrações haviam começado... e o meu desespero tb! Não pelo parto em si, mas por não ter tido sucesso na busca de uma nova equipe para meu parto e no final de uma gestação linda acabar na mão da terrível DonaObsTRETA. Liguei mais uma vez para a minha queridíssima Aline. Ela me orientou ficar em casa o máximo possível e ser discreta para não desesperar as pessoas à volta, afinal nestes momentos elas podem colocar tudo a perder (e você na mão do terrível ObsTRETA) por puro desespero e preocupação. E foi o que fiz. tentei me acalmar mais uma vez, comi e por sorte conseguimos fazer contato com o Dr.Marcos Nakamura... Este ficou de me receber em seu consultório no dia seguinte... mal sabíamos que mais uma vez as mãos carinhosas de Deus agiriam e daríamos de cara um com o outro na maternidade! rs...

As horas passavam e as contrações iam se tornando mais intensas (e dolorosas). Eu caminhava pela casa, me acocorava e entrava debaixo do chuveiro quente, o que era um santo remédio para aliviar a dor. E as contrações vinham cada vez mais fortes e ritmadas... Eis que em uma bastante forte soltei um gemido e corri para o banheiro... sangue. Minha avó que estava na sala começou a se preocupar e a insistir que eu ligasse chamando meus pais. Eu continuava firme da decisão de me manter em casa o máximo possível e tornar o MEU parto real. E as contrações ritmavam... e o tempo entre elas diminuía... as 4:50 da manhã mais ou menos, já vencida pela preocupaçãode minha avó que suplicava que eu fosse para o hospital e chamasse meus pais, liguei para Aline avisando que fomos vencidas. Eu estava indo para a maternidade forçada. Aline pediu que eu a esperasse pois além de ganharmos tempo, se ela nos encontrasse na maternidade correríamos o risco de não autorizarem a entrada dela depois. Meus pais estavam estressados e eu frustrada. Mais ou menos as 5:10 da manhã Aline chegou em minha casa e em meio a um clima péssimo (pois eu havia discutido com a minha mãe) liguei mais uma vez para a Dona ObsTRETA, avisei que estava em trabalho de parto e indo para a maternidade. Esta me orientou que ligasse para ela assim que chegasse em uma das unidades da maternidade (existe uma na Barra e outra em Laranjeiras). Entramos no carro. Iríamos para a Barra. Mais uma contração forte no caminho. Não ia conseguir ficar sentada no banco até a Barra. Pedi então que fôssemos para Laranjeiras. Chegamos juntas com outra parturiente. Eis que entra mais uma figura fundamental (só que ao contrário) para a nossa história: Dona ObsTRETA de plantão que carinhosamente chamarei aqui de Srta.Porca (Por dois motivos: Primeiro porque ainda não sei e confesso que quando descobrir vou jogá-lo numa dessas macumbas mal despachadas de rua, segundo porque gente assim só pode ter sido parida da lama! rs...). Esta figura me entra na sala de exames após ter sido recebida pela Donaenfermeirasupersimpática só que ao contrário e já vai disparando que vai me dar toque. Após me enfiar seus nojentos dedos Srta Porca que achava que era autoridade, coloca a mão nas cadeiras, se penera, levanta a sombrancelha e com cara de bruxa do 71 dispara: "Vem cá, porque você não veio antes?" "Porque fui orientada a esperar as contrações ritmarem e passarem a vir de 3 em 3 minutos!" - Respondi. "Pelo visto você esperou bem, né... Está com 9 quase 10 de dilatação! Vou te levar pro centro cirúrgico agora!" - Retrucou ela ironicamente. "Sente-se na cadeira de rodas agora que vou subir com você! sua médica não vem e eu vou fazer o seu parto. Eu sou médica e sei o que é melhor para o seu bebê!" - OOOiii??? juraaaa???achei que você fosse uma porca que não sabe com quem tá lidando nem sequer sabe o que é melhor pra si! - Pensei... mas respirei e respondi calmamente "Dra, não quero me sentar, posso ir andando, eu gostaria de um partohumaniz..." - "SENTE-SE AGORA! VOCÊ ESTÁ COM DILATAÇÃO TOTAL E SUA FILHA VAI CAIR PELAS SUAS PERNAS! EU ESTOU TENTANDO TE AJUDAR E SEI O QUE É MELHOR PARA O SEU BEBÊ!" - Cuma? A esta altura eu já lacrimejava... de ódio! Gritava pelo meu pai que assistiria o parto, este estava igualmente nervoso e perdido mas acreditando que de fato Srta Porca sabia o que estava fazendo (Cof!). Foi então que apresentei a Aline como minha doula. Srta Porca então recuou e me senti dando kryptonita pro superman (yes!). Já no andar do centro cirúrgico enquanto trocávam de roupa, eu escutei pela porta a Srta.Porca conversando com minha Doula que seria complicadíssimo, pois eu era uma paciente difícil... Aline respondia que eu estava muito determinada a ter o MEU parto e dificilmente cederia. Ela também mencionou que o obstetra Dr.Marcos Dias havia chegado na maternidade na mesma hora que nós,cse eu poderia conversar com ele.cA médica então parecia "aliviada" de ter se livrado da parturientezinha difícil e autorizou a Aine a chamar o Dr.Marcos Dias.


Poucos minutos depois Aline vem quase pulando de felicidade dizendo que havia esbarrado em ninguém menos que nosso queridíssimo Dr.Marcos Nakamura no corredor! Nos abraçamos e quase pulamos de felicidade e pedi para ele que falasse com ele que eu gostaria que o mesmo fizesse meu parto. estávamos muito felizes com esta incrível coincidência. Ele havia acabado de fazer um parto. Só conseguia abraçar a Aline e agradecer a Deus por ele estar ali. Conversei com ele por alguns minutos e fomos encaminhadas para a sala de pré-parto. Ali meu inferno havia se acabado e tinha se iniciado o parto do sonhos. As contrações vinham fortes e eu abraçava minha doula que me balançava e massgeava minhas costas.


Finalmente fomos para a sala de parto humanizado. O Dr.Marcos Nakamura sempre muito suscinto e atencioso atendia a todos os meus pedidos. Pude ficar a vontade, usando a roupa que quis (no caso o meu soutien), podia caminhar, comer (inclusive ele roubou salada de frutas da sala dos médicos! rs), entrar ou sair da banheira de hidromassagem, beber água... enfim... Fui tratada com respeito e carinho, como um ser humano merece ser tratado.estava muito feliz por estar protagonizando o MEU parto. Dr.Marcos escutava as batidas do coração dela de vez em quando e ela sempre ótima! E a cada contração minha doula ganhava um abraço forte e ocitocinado repleto de gratidão. Estava dentro da banheira quando senti uma contração diferente, parecendo que finalmente a cabeça deLarissa estava descendo. E para nossa surpresa escutamos um POF! igualzinho a uma champagne estourando (deveria ser a minha filha comemorando a felicidade de estar ali! rs...) era a bolsa.


O barulho do jatos da banheira estavam me incomodando um pouco e pedi para sair. Fiquei então numa espécie de "cama" que se adaptava e eu conseguia ficar de cócoras. Fiquei a vontade ali fazendo força somente quando meu corpo pedia e respirando. Dr.Marcos e Aline me auxiliavam quando eu precisava fazer força segurando meus braços me ajudando a manter a posição de cócoras. Foi então que Aline notou o períneo se modificando. Mais uma contração: Cabelinhos! Dra.Clarisse Savastano, pediatra neonatologista brincou dizendo que "Dá pra colocar lacinho!" meu pai tb me acalmava dizendo que ela daqui a pouco estaria ali. Outra contração: cabecinha! não deu nem tempo para fazer força para a terceira! Quando respirei minha Larissa escorregou feito um peixe direto para os braços do Dr.Marcos! Ela estava ali!!! Eu mal podia acreditar!!! Dr.Marcos a trouxe direto para os meus braços. Eu a agarrava, cheirava, chorava, beijava... Pensava "Meu Deus, não acredito que eu conegui! EU PARI!"...



Dr.Marcos esperou que o cordão parasse de pulsar para clampeá-lo e deixou que meu pai o cortasse. Aguardou também que eu expelisse minha placenta e a mostrou para mim. A Dra.Clarisse pediu para pegá-la um pouco para fazer os procedimentos necessários (que eu havia previamente autorizado) e logo ela foi devolvida para os meus braços enquanto Dr.Marcos me dava pontos necessários devido à lacerações naturais que tive pela rápida saída dela. Amamentei minha filha ali mesmo. Era como se não existisse mais nada no mundo, só eu e ela. A enfermeira fofamuitofofamesmo da equipe tirou fotos nossas e ficou conversando conosco enquanto aguardávamos ser levadas para o quarto. Sim,equipe humanizada faz toda a diferença se vc gosta de ser tratada como ser humano e não há dinheiro que pague por isso num momento tão importante como este!

Larissa nasceu às 9:40 da manhã (horário que ela quis! no dia que ela escolheu!) pesando 2,870 medindo 46 cm e arrancando litros de baba de todos que a cercam e mais alguns que a olham, pelas mãos do maravilhoso Dr.Marcos Nakamura com o apoio fundamental da minha doula Aline Amorim, da Dra.Clarisse, das enfermeiras fofas e do meu "Paidrasto" enchendo a minha vida de luz e de um amor louco, incondicional, viciante e completamente ocitocinado!

Descemos para o quarto, onde minha doula continuou ajudando com as lembrancinhas, pude andar normalmente,tomar banho e almoçar! Aline então se despediu. Nos abraçamos completamente envolvidas por uma cumplicidade única e um imenso orgulho: nós conseguimos!

Recebi muitas visitas de verdadeiras "corujas babonas" e a cada elogio que recebia eu me enchia de orgulho. Não conseguia (aliás, até hj não consigo!) parar de olhar para ela um minuto sequer!

No dia seguinte bem cedo o Dr.Marcos Nakamura passou no meu quarto para a visita de rotina. "Doutor,muito obrigada por tudo!" - eu disse. Ele, sorrindo com sua forma tímida respondeu :"O parto foi seu!" e saiu... lágrimas... Respirei fundo mais uma vez agradecida aos céus... DEUS ESTAVA ALI O TEMPO TODO!"

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